
A superexposição de Cristo na mídia e a necessidade de diálogo interreligioso estiveram em pauta no primeiro dia do 8º Fórum ULBRA de Teologia. Na manhã de quarta-feira, o olhar da Igreja Luterana foi o destaque, enquanto no turno da tarde as igrejas Assembléia de Deus, Encontros da Fé e Batista da Braza, além da religião Judaica deram seus testemunhos. Nessa quinta-feira (08/10), é a vez de descobrir o que o Espiritismo, o Budismo, as Testemunhas de Jeová e os Mórmons pensam a respeito de Cristo. O encontro ocorre no auditório do Prédio da Odontologia, em Canoas.
O coordenador do curso de Teologia da ULBRA, Leopoldo Heimann, abriu o evento destacando que a reflexão, ao invés do culto, é a grande característica do Fórum. Na seqüência passou a palavra ao professor Vilson Scholz, que usou de uma expressão bem atual para definir Jesus. “Quando Pedro respondeu quem para ele era Cristo, disse algo como: tu és o cara”, comentou.
O coordenador do curso de Teologia da ULBRA, Leopoldo Heimann, abriu o evento destacando que a reflexão, ao invés do culto, é a grande característica do Fórum. Na seqüência passou a palavra ao professor Vilson Scholz, que usou de uma expressão bem atual para definir Jesus. “Quando Pedro respondeu quem para ele era Cristo, disse algo como: tu és o cara”, comentou.
A temática a seguir foi a visão da Igreja Luterana sobre Jesus. O reverendo Rubens Ogg afirma que atualmente a palavra Cristo é frequentadora assídua da mídia, no entanto em grande parte de forma pejorativa e distorcida. “Vemos historiadores e jornalistas falando sobre Jesus, quando na realidade só quem estudou teologia pode falar com propriedade sobre o assunto”, diz. Segundo ele, para Lutero, Cristo tinha bondade, ao contrário da imagem punidora que a igreja da época passava.
Para o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, Ricardo Rieth, que palestrou na sequência, a imagem de Jesus não deve ser definida de maneira radical. “Não podemos desprezar as opiniões contrárias apenas por não concordarem com as nossas ideologias. Antes de mais nada, isso é antievangélico”, afirma.
O reitor, Marcos Ziemer, ao lado do vice-reitor Valter Kuchenbecker, prestigiou o encontro e em sua manifestação também ressaltou o papel da mídia na religiosidade. “Atualmente ligamos a TV à noite e nos apresentam um menu de canais de pregação, um menu de religiões e ofertas de Jesus, que representa bem o que são os novos tempos”, comenta. Para o reitor, iniciativas com o Fórum de Teologia da ULBRA servem para reforçar o alicerce da instituição, que é a sua confessionalidade. Aproveitou a ocasião para destacar a criação do curso de Teologia a Distância, que levará o ensino da religiosidade a todo o Brasil.
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