terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Alunos de Direito e Segurança visitam DML



Os alunos das graduações de Gestão em Segurança Privada e Direito estiveram na sede do Departamento Médico-Legal – DML/IGP/RS para conhecer a estrutura o e dia-a-dia desse importante serviço de apoio a segurança. A visita só é permitida a graduandos de Direito, Medicina e de Gestão em Segurança. Ao todo foram 40 estudantes presentes.

A coordenadora da Seção de Ensino e Pesquisa, Helena Hubert Silva, recepcionou o grupo da ULBRA e os acompanhou para um passeio pelas dependências do setor. Os alunos participaram também de uma palestra sobre a estruturação do Instituto Geral de Perícias e assistiram uma necropsia em vídeo. “Os estudantes puderam verificar detalhes de tal procedimento e a sua importância para a materialização da prova no processo criminal", comenta o coordenador do curso superior de Gestão em Segurança Privada, Leonel Carivali.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Do salão de beleza para os gabinetes



Organização e discrição são qualidades natas que toda secretária executiva deve ter. Juliana Balzan se encaixa nesse perfil, tanto que antes mesmo de ingressar na Universidade fez um “estágio” com a própria mãe. No salão de beleza, a hoje aluna de Secretariado Executivo Trilíngue, cuidava de todos os detalhes para que o negócio decolasse. A mãe queria que ela continuasse como seu braço-direito. Entretanto, Juliana decidiu ampliar horizontes e veio estudar na ULBRA, onde hoje preside do Centro Acadêmico de sua graduação.

Quando questionada do porquê estudar Secretariado, responde de pronto e convicta: “Amo a profissão”. Nada surpreendente para quem, já no nível médio buscou o curso de Técnico em Secretariado e trabalha na área há alguns anos. “As secretárias se envolvem e se preocupam com o sucesso da empresa. Eu precisava viver isso”, afirma. Hoje, Juliana atua em uma grande empresa, na qual inclusive o seu chefe afirmou desconhecer todo o potencial de uma Secretária Executiva. Hoje ele lhe dá “carta branca” para muitas tarefas estratégicas.



Segundo ela, ainda é comum seu diretor perguntar até onde pode explorar os seus conhecimentos acadêmicos. “O curso de Secretariado Executivo aqui na ULBRA vem assumindo características de gestão. Não se admite mais uma profissional sem perfil empreendedor”, comenta. De acordo com Juliana, o mercado está muito bom para quem decidir por essa carreira, pois até as empresas de menor porte têm contratado.

A experiência frente ao CA tem sido muito interessante. Responsável por fazer o “meio de campo” entre os alunos e a coordenação, o Centro Acadêmico atua em parceria com esses dois pólos, promovendo eventos e atividades extraclasse. “Organizamos também o CA News, informativo do curso com dicas, novidades e atualidades ligadas à nossa profissão”, salienta.
Juliana não esqueceu o salão de beleza. Vai sempre lá quando quer retocar o visual...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Exemplo que vem do outro lado dos Andes



O IDH, índice que mede o grau de desenvolvimento humano, coloca o Chile como melhor nação da América Latina e Caribe. Dessa forma, o país do polêmico ditador Pinochet, dos vinhos que rivalizam com os franceses e da cordilheira dos Andes torna-se referência, quando precisamos saber se algo vai bem por aqui. O formando de Ciências Políticas da ULBRA, Sávio Menna Barreto, aproveitou a participação no XXI Congresso Mundial de Ciência Política, em Santiago, para pesquisar a opinião e participação dos adolescentes na vida política do Chile. De volta ao Brasil, usou as mesmas ferramentas de investigação em estudantes do Ensino Médio de Canoas e traçou um paralelo. O resultado aponta certa acomodação da juventude brasileira.

Para a pesquisa no Chile, Sávio visitou o Colégio Luterano Concórdia de Valparaíso, importante cidade litorânea à beira do Pacífico, onde está instalado o poder legislativo (Câmara e Senado Federal). Quarenta e nove jovens do Ensino Médio responderam questões sobre conhecimento, interesse, participação e perspectiva de futuro na política chilena. “Eles são estimulados a participar ativamente da história de seu país, pois a Ciência Política é disciplina que faz parte do currículo regular de todas as escolas”, comenta Sávio. Entretanto, por aqui a coisa ainda é um pouco diferente...

Isso porque Sávio aplicou a mesma pesquisa em 215 alunos de uma escola privada de ensino médio em Canoas. De acordo com ele, a desinformação e o descrédito nos governantes tornam o jovem brasileiro um “rebelde sem causa”, ou seja, acredita que existe algo errado, mas não sabe bem o que é. Em vez de procurar informação, ele prefere apenas se “rebelar”. “Os brasileiros que pesquisei demonstram interesse pela política, mas ao mesmo tempo apresentam certa acomodação na hora de se posicionar. Já o chileno não tem tanto interesse, mas acredita que só com a participação poderá construir um país melhor”, comenta. De acordo com Sávio, o chileno se diz satisfeito com a política e a democracia, além de ter mais esperanças no futuro do país.



Para o formando da ULBRA, a acomodação do Brasileiro pode ser exemplificada, através da baíxissíma procura por iniciativas de educação política, como o estágio “Visita de Curta Duração”, oferecido pela Câmara dos Deputados. “O RS é o Estado que menos envia estudantes para o curso. Para ir, basta se candidatar por meio do gabinete de qualquer deputado federal gaúcho”, explica Sávio. No estágio Visita, os jovens vão a Brasília com despesas pagas para conhecer a estrutura da Câmara e do Senado, saber como funciona o regimento, como se elabora um projeto e o que obstrui uma votação, entre outras características do dia a dia do legislativo. Ele mesmo participou e disse que a experiência é muito importante na formação da consciência política do jovem. O curso tem duração de uma semana.

Sávio analisa a possibilidade de ampliar a sua pesquisa, por meio de um mestrado. Para ele, a confiança do jovem e do brasileiro na política está atrelada à educação com bases mais sólidas. “A juventude aprende desde cedo que vivemos no país do jeitinho, que nada mais é do que a corrupção atenuada. Temos que acabar com a filosofia do rouba mas faz”, afirma. A dúvida é saber quem vai dar o primeiro passo na busca pela educação de mais qualidade no Brasil. O povo participando e exigindo ou o político saindo da zona de conforto e trabalhando por essa mudança? Algumas aulas com o Chile poderiam ajudar...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Receita caseira para a segurança da ULBRA



Quem já foi ao campus da ULBRA, em Canoas, sabe que ele se encaixa muito bem no conceito de “minicidade”. Além de toda a estrutura educacional, aqui existem livrarias, bancos, agencia de viagens, hospital, restaurantes, apart-hotel, entre outros serviços. Mas como proteger todo o complexo, que abriga diariamente mais de 20 mil pessoas? Esse foi o tema proposto pelos formandos do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Segurança Privada, para uma monografia (TCC) em conjunto com sugestões para auxiliar a segurança do campus. A pesquisa, que está em fase final, vai ser apresentada à reitoria no início do ano que vem.

Em vez de cada formando construir um TCC diferente, surgiu a idéia de que todos concentrassem suas pesquisas e análises em cima de um plano de segurança para a Universidade. “Pesquisar qualquer empresa particular seria algo comum. Então pensamos em aplicar o que aprendemos em um projeto para a própria instituição que está nos formando”, comenta Dulci Borsatto. Segundo ela, todos os alunos já atuam na área, o que facilitou na elaboração do trabalho.

A pesquisa partiu de uma análise de dados sobre a criminalidade em Canoas e, mais especificamente, do dos bairros próximos à ULBRA. Para isso, contaram com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, que lhes forneceu estatísticas sobre os diferentes tipos de delitos que ocorrem na região. “Estudamos a história do município e dos bairros próximos e as comparamos com estatísticas de criminalidade para, a partir daí, começar a pesquisa de campo”, comenta Leandro Moreira.



O próximo passo foi estudar a planta do campus e verificar in loco os seus limites, pontos de saída, possíveis rotas de fuga e fragilidades em geral. Os principais espaços da Universidade foram checados e catalogados em um acervo de fotos. “Nosso trabalho é acadêmico e não estamos aqui para fazer juízo crítico sobre a atual política de segurança da ULBRA. Queremos apenas dar a nossa contribuição para a Universidade, visando a proteção de todos no campus”, afirma o coordenador da graduação, Leonel Carivali (foto acima). Segundo ele, a proposta a ser apresentada à reitoria se baseia na máxima proteção à comunidade acadêmica, mas com custo operacional reduzido.

Isso fica evidente quando os alunos abrem a planta baixa do campus e apresentam as alternativas. Para uma universidade que tem o maior movimento no turno da noite, câmeras com tecnologia térmica seriam ideais, de acordo com os alunos. No entanto, elas têm custo elevado. “Câmeras de canhão infravermelho se adequariam muito bem às necessidades e são muito mais baratas”, comenta Dulci. Para ela, se os gestores de segurança conhecerem bem o campus e suas vulnerabilidades, poderão otimizar o uso desses equipamentos e baratear ainda mais o custo.


O grupo também analisa outros dispositivos e estratégias que podem ser implementados. Mas, além de projeto e material, os alunos ressaltam a importância da qualificação dos recursos humanos. “Os agentes de segurança tem de ser treinados para as necessidades especificas da ULBRA. Tem que conhecer a instituição e saber o que fazer na hora de agir”, comenta Leandro. De acordo com os estudantes, a segurança de uma instituição deve ser customizada e não apenas uma repetição de técnicas genéricas.

Essa monografia em conjunto será a primeira de outras que virão nos próximos semestres, segundo o professor Carivali. “A segurança de uma Universidade como a nossa envolve diferentes aspectos e é muito mais ampla do que se pensa. Queremos aprofundar a pesquisa e sugerir mais alternativas para a proteção do nosso aluno, professor e funcionário”, afirma.



ETAPAS DA PESQUISA E IMPLANTAÇÃO

1- Coleta de dados sobre a segurança em Canoas e bairros próximos à ULBRA;
2- Pesquisa de campo;
3- Análise de risco dos pontos vulneráveis;
4- Qual equipamento a ser utilizado e onde será instalado;
5- Quantificação do componente humano a ser utilizado;
6- Qual treinamento deveria ser aplicado a esse componente humano
7- Implantação do primeiro estágio do projeto (áreas de maior risco);
8- Implantação do segundo estágio do projeto (áreas de risco médio - alto);
9- Implantação do terceiro estágio do projeto (áreas de risco mais baixo);
10- Auditoria e correções

ALUNOS ENVOLVIDOS NA PRIMEIRA ETAPA DE PESQUISA E PROJETO

Dulcinéia Borsatto, Edner de Lima, Evandro Gatringer, Fabiano da Silva, Ivan J. S. Diana, Leandro S. Moreira, Roberto Boettier, Vanderlei Rubim e Vinícius Benfica.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A sabedoria que vem do pote de sorvete



Um belo dia, Andréia Kremer estava em seu trabalho quando adentra um senhor de aparência humilde. Nas mãos dele havia uma sacola com um pote de sorvete dentro, contendo algo que não era de comer. Alguns colegas da hoje formanda em Gestão de Marketing pela ULBRA preferiram atender outros clientes e o deixaram de lado. Mal sabiam o que estava para acontecer.

No pote de sorvete havia, nada mais, nada menos do que dinheiro suficiente para comprar um automóvel à vista! O homem era um pequeno empresário, de origem simples, que queria adquirir um carro com suas economias. “Tinha mais ou menos uns quarenta mil reais no pote”, comenta Andréia. Essa e outras histórias surreais só acontecem com quem trabalha com o público, como ela, que comercializa veículos há alguns anos.

Essa ocasião talvez tenha proporcionado a Andréia a sua principal lição, antes mesmo de ingressar na universidade. Ou então, foi ali que ela descobriu que queria estudar marketing. “Gosto de trabalhar com pessoas, tentar entendê-las e descobrir suas necessidades. Acho que essa é a essência do marketing”, comenta essa moça do Vale dos Sinos, que sempre atuou na área de vendas e diz ter realizado um sonho profissional ao ingressar no setor automotivo.


Voltando ao senhor do pote de sorvete, Andréia salienta que não devemos subestimar ou superestimar um cliente apenas por sua aparência. “Atendo pessoas de diferentes idades e condições financeiras, mas trato todas de maneira igual. Tem de ser assim”, afirma. Para ela, o profissional deve atuar com prazer, ou seja, fazer aquilo que gosta.

Por isso, o sorriso é presença constante no rosto de Andréia, que agora também está alegre com a organização da formatura de sua turma de Gestão em Marketing. “Como não são muitos formandos, vamos dividir a cerimônia com o pessoal dos cursos de Logística e Recursos Humanos. Já nos entrosamos com eles e estamos cuidando de todos os detalhes para que seja uma grande festa”, anuncia. A formatura ocorre no dia 13 de março, no campus Canoas.

Passada a alegria de receber o diploma, ela vai em busca de um novo desafio: entrar de vez na área de marketing, propriamente dita. De preferência (é claro!), no setor automotivo. E, a que tudo indica, não será tarefa impossível. Principalmente para quem atende de maneira simpática todas as pessoas que lhe procuram. Com ou sem pote de sorvete.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tecnólogos de Gestão elaboram treinamento para chefias da ULBRA



Os cursos superiores de Tecnologia em Gestão mais uma vez participam ativamente do processo de remodelação administrativa da ULBRA. Reunidos pela professora Nadir Becker, professores da área de Ciências Sociais Aplicadas aplicam nessa semana, um treinamento especialmente elaborado para os colaboradores com função gerencial na Universidade. A primeira turma do curso Liderança no Processo de Transformação iniciou nessa segunda-feira e até quinta-feira passará pelo treinamento conceitual, no Plenarinho da Reitoria em Canoas. Na sexta, o grupo se desloca até a fazenda Quinta da Estância, em Viamão, para um dia de atividades ao ar livre.

O pró-reitor de Administração, Ricardo Muller (foto acima) e o diretor de RH da ULBRA, Luiz Anselmo Colling, recepcionaram os participantes e ressaltaram a importância de aproveitar ao máximo esse treinamento. Durante os cinco dias, os gestores vão atualizar conhecimentos ligados a gerenciamento de conflitos, relações interpessoais, ética profissional, tomada de decisões, liderança de equipe e atendimento de excelência. Este programa faz parte da política de recursos humanos da Universidade, visando uma relação mais agradável entre funcionários, professores e alunos. O primeiro dia teve atividades bastante dinâmicas para o grupo de participantes (foto abaixo).



De acordo com Luiz Anselmo Colling, as empresas evoluíram e por isso é muito importante que as chefias estejam atualizadas com as novas metodologias gerenciais. “Hoje, as empresas investem na qualificação de pessoas, pois sabem que esse é o grande diferencial na prestação de serviço. Atualmente, necessitamos de qualidade em nossos líderes, pois eles precisam saber administrar equipes e conflitos, motivar, tomar decisões e se relacionar com todos”, afirma.

Os cursos de aperfeiçoamento gerencial serão regulares a partir do ano que vem. A idéia é manter uma constante qualificação de todos os líderes da Universidade, afim de fortalecer as ações estratégicas da instituição. “Estamos estudando uma forma de expandir esse curso para todas as Unidades da ULBRA no Brasil”, anuncia Luiz Anselmo. O Diretor destaca ainda o espírito de integração na Universidade, visto que os alunos de webdesign do colégio Cristo Redentor foram responsáveis pela confecção dos convites enviados às chefias.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ana Simão dá palestra na França



A coordenadora dos cursos de Ciência Política e de Gestão Pública, Ana Simão, e a coordenadora de História, Kátia Pozzer, viajam nessa quinta-feira para Paris a convite da Université Paris VIII. Elas vão apresentar a palestra "Les jeunes et les instituions" (Os Jovens e as Instituições), dentro da programação do Seminário Internacional "Etat contemporain et subjectivités urbanes. Comparaison internationale”, que ocorre na universidade francesa de 5 a 7 de dezembro. A palestra se baseia no Observatório Franco-Brasileiro de Cidades Periféricas, um projeto da Paris VIII com a ULBRA.

No momento, as professoras atuam em parceria com as colegas do curso de Geografia, Cláudia Pires e Heloisa Lindau, pesquisando os jovens moradores do bairro Guajuviras. O Observatório Franco-Brasileiro das Cidades Periféricas visa estudar o espaço urbano da Região Metropolitana de Porto Alegre nos aspectos políticos, socioeconômicos, culturais e ambientais. “Aprofundamos temas relacionados à identidade, territorialidade, segurança, mobilidade, cidadania, política, capital social, entre outras questões correlatas que dialogam diretamente com a cultura da periferia”, explica Ana Simão. Espera-se que tais estudos possam colaborar efetivamente para a melhoria da qualidade de vida das comunidades que habitam a região metropolitana de Porto Alegre.

Essas pesquisas serão analisadas e cruzadas com trabalhos sobre as periferias francesas, especialmente aquelas situadas na região metropolitana de Paris, produzidas pelos pesquisadores da Universidade Paris VIII. A partir de metodologias fundamentadas em pesquisas qualitativas e quantitativas serão criados indicadores sociais, políticos e econômicos desta região.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Encontro debate inclusão de portadores de necessidade



A XXI edição do Fórum da Questão Social vai abordar a inclusão social para pessoa portadoras de necessidades especiais. Organizado por professores e alunos do curso de Serviço Social da ULBRA, o encontro é aberto a todos os interessados e ocorre HOJE (quarta-feira), às 19h15, no auditório 119 do prédio 1, no campus Canoas. Os alunos vão apresentar suas pesquisas sobre o tema e debater com os participantes o papel do assistente social na inclusão do portador de necessidade. “O nosso evento busca convidar a comunidade acadêmica, bem como a sociedade a refletir sobre esse segmento social. O Serviço Social como profissão neste sentido, viabiliza a concretização dos direitos sociais, chamando atenção para esta temática bem como seus desafios”, explica a professora Vanessa Panozzo. Mais informações sobre o Fórum da Questão Social pelo fone (51) 3477-4000 r2212.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Reitoria com professores de Sociais Aplicadas



O reitor Marcos Ziemer (foto acima), o pró-reitor de Graduação, Ricardo Macedo (foto abaixo), o pró-reitor de Graduação adjunto, Pedro Gonzalez Hernandez, e o diretor da Assessoria de Comunicação Social da ULBRA, Douglas Flor, se reuniram com o diretor Sérgio Lima e os professores da área de Ciências Sociais Aplicadas no final da tarde de ontem. O objetivo do encontro foi apresentar a situação administrativa-financeira da Universidade, discutir a importância da rematrícula e projetar o próximo semestre letivo. Ziemer solicitou que todos continuem se esforçando para vencer as dificuldades e afirmou que a ULBRA tem tudo para entrar em 2010 num cenário bem diferente do que o início desse ano.



De acordo com o reitor, o Censo da Educação divulgou recentemente que o número de ingressos, de maneira geral, não tem crescido. No entanto, as graduações tecnológicas e o ensino a distância evoluíram e a concorrência, por sua vez, aumentou. “Com o crescimento do número de instituições, hoje são cerca de 90 ingressantes em média para cada Universidade, o que é muito pouco”, salientou Ziemer. No Censo organizado pelo MEC, a ULBRA figura como a primeira Universidade gaúcha em número de matrículas e a oitava maior do Brasil.

Quanto à reestruturação administrativa-financeira, o reitor disse que a Universidade ainda tem dificuldades na relação receita-despesa, mas que já foram reduzidos mais de 50% dos custos operacionais, em comparação ao ano passado. Também destacou o trabalho da KPMG, empresa de consultoria que auxilia no processo de renegociação de dívidas. “Vamos nos empenhar para mostrar aos nossos alunos que a ULBRA está com um novo vigor e estamos fazendo o tema de casa”, ressaltou. Após a sua fala, Marcos Ziemer, atendeu a perguntas dos professores.



Na seqüência, o pró-reitor, Ricardo Macedo, juntamente com o diretor da ACS, Douglas Flor (foto acima), explicaram o processo de rematricula e as vantagens que os alunos terão se pagarem de maneira antecipada. Macedo enfatizou a observação dos prazos pelos alunos e disse que haverá rigor no cumprimento das datas estabelecidas. Portanto, a partir do próximo semestre não haverá exceção para quem não se matricular dentro do prazo.

O diretor da ACS, por sua vez, explicou a campanha do vestibular de verão, recentemente encerrado. Disse que as dificuldades financeiras fizeram com que a Universidade buscasse nas redes sociais online o canal de divulgação da ULBRA. Destacou a parceria com a Educa, empresa de marketing educacional contratada para auxiliar as ações da ACS e anunciou o vestibular agendado de 17 de dezembro e o extra, em 27 de fevereiro.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Inteligência Competitiva para quem quer crescer



Pesquisar, monitorar, conversar, observar, planejar. Esses verbos em primeira conjugação são sinônimos e há provas disso. Algumas delas são apresentadas pela egressa de Publicidade e Propaganda da ULBRA, Aline Faber, em seu artigo de conclusão de curso que aborda a Inteligência Competitiva (IC). Funcionária de uma indústria multinacional do segmento agrícola, ela aponta essa prática de marketing como a saída para quem deseja sobreviver à guerra de mercado.

Na Inteligência Competitiva, a pesquisa, observação e o planejamento apurado fazem a diferença. Conversar com colegas de serviço, ouvir notícias do rádio e navegar na internet também são exercícios de IC, segundo Aline. “Nossas fontes de pesquisa podem ser formais, como um documento ou relatório técnico, ou informais, como uma conversa de bar ou observação em feiras”, comenta a publicitária. De acordo com ela, a prática da IC ainda engatinha no Brasil, mas nos países desenvolvidos é filosofia que rege ações de comunicação e administração.

Segundo Aline, qualquer empresa pode implementar um programa de Inteligência Competitiva e algumas, inclusive, já utilizam ferramentas de IC, sem saber. No entanto, torna-se fundamental ter planejamento e organização para obter resultados. “Para agir de acordo com o mercado, primeiro precisamos saber do que ele necessita”, afirma. No caso de seu artigo, Aline, com a orientação da professora Valesca Reichelt, propôs alterações na comunicação com os públicos da indústria, a partir de informações colhidas de maneira formal e informal. O portal de IC da empresa tinha uma linguagem muito técnica e visual que desfavorecia a interação com o usuário. A partir de uma pesquisa, Aline sugeriu alterações que facilitam a comunicação, favoreçam o negócio e sirvam para fixar a marca da empresa.



PUBLICIDADE NÃO É SÓ CRIAÇÃO - O artigo da egressa da ULBRA teve um pouco de pioneirismo, visto que a literatura sobre IC no Brasil é pouca. Isso chamou a atenção dos organizadores do IV Simpósio Internacional de Administração e Marketing, que aceitaram o estudo e a convidaram para apresentá-lo no evento, ocorrido em São Paulo recentemente. O material também será publicado nos anais do Simpósio. Aline diz que nas grandes empresas, principalmente multinacionais, existe um departamento exclusivo de Inteligência Competitiva para monitorar concorrentes, observar o mercado, colher a opinião dos públicos e sugerir estratégias de comunicação e administração. O planejamento de médio e longo prazo estaria ligado umbilicalmente ao setor de IC.

A parte estratégica da comunicação sempre chamou a atenção de Aline. Tanto que ao ingressar na Universidade foi na contramão da maioria dos alunos de Publicidade e Propaganda. “Quase todos entram na faculdade de publicidade e propaganda e só querem saber de criação, mas não é só com idéias criativas que se constrói um bom publicitário. É preciso que o profissional tenha uma visão geral do que é a comunicação e o marketing”, salienta. Afinal, no mercado competitivo, inteligência dificilmente vai rimar com falência.

PARA SABER MAIS:

http://www.abraic.org.br/site/faqs.asp

http://gestaodepessoasrh.wordpress.com/2009/01/26/inteligencia-competitiva-vou-levar-dois-quilos/

http://www.inteligenciacompetitiva.pro.br/

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Empresas dão valor agregado ao que vem da terra



Transformar o que vem da terra antes de exportar é a saída para quem deseja investir no agronegócio. Essa foi a lição que os alunos do curso de Administração da ULBRA tiveram durante a saída de campo que realizaram nos últimos dias. O grupo, acompanhado pela professora Dione Carina Francisco visitaram uma indústria de ração animal na cidade de Paraí (foto) e duas vinícolas, uma na cidade de Casca e outra em Bento Gonçalves.

Os estudantes conheceram a estrutura da Pian Alimentos, empresa que fabrica rações para o mercado pet food. Lá o grupo acompanhou todas as etapas de fabricação de rações para cães e gatos, as diferentes matérias-primas empregadas e a organização comercial para a escolha certa do mercado a ser abastecido. Nas vinícolas Don Abel e Don Laurindo, tiveram acesso ao processo de produção de vinhos finos. “A importância de uma saída como essa é mostrar a prática dos diferentes segmentos do agronegócio e os vários elos das cadeias”, comenta a professora Dione.

A professora salienta que os alunos puderam ver a transformação de commodities em produtos de valor agregado. Essa prática é fundamental para o desenvolvimento de países com característica agrícola, como o Brasil, que comercializa matéria prima com baixo valor de mercado. “O agronegócio tem uma importância significativa para o nosso país, pois somos grandes exportadores de alimentos. O que nos falta é aprimorarmos mais a parte de comercialização de nossos produtos, transformando-os em produtos finais ao invés de vendermos commodities”, afirma a professora.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tecnólogos em Gestão comemoram ingresso no CFA



Uma conquista que há cerca de uma década era esperada. Agora é oficial: O Conselho Federal de Administração, a partir de sua Resolução Normativa nº 374, de 12 de novembro de 2009, passa a reconhecer os cursos superiores de tecnologia em Gestão que estejam devidamente regulamentados junto ao MEC. Na prática, isso quer dizer que essas graduações passam a ter o seu registro profissional junto ao Ministério do Trabalho e gozar de toda proteção e benesses oferecidas pelo CFA. Para o diretor da área de Ciências Sociais Aplicadas da ULBRA, Sérgio Lima (foto), essa decisão vai ampliar a troca de conhecimentos com o Bacharelado em Administração.

O debate sobre a regulamentação dos tecnólogos junto ao CFA já era antigo e só não se resolvia por questões de cunho político, segundo a coordenadora dos cursos de Recursos Humanos, Marketing e Logística da ULBRA, Nadir Becker. Segundo ela, tanto os egressos, quanto os próprios conselhos regionais sairão fortalecidos. “O tecnólogo passa a ter registro, carteira do conselho e proteção da entidade de classe, enquanto que o conselho se fortalece com um ingresso significativo de profissionais em seu quadro”, comenta a professora (foto abaixo).



Na ULBRA serão beneficiados os egressos de Gestão em Recursos Humanos, Marketing, Logística, Processos Gerenciais, Financeira, Comercial, Comércio Exterior, Negócios Imobiliários, Gestão Pública, Segurança Privada e Transporte Terrestre, além dos cursos em Gestão na área de EAD. “A decisão só referenda a importância dos cursos superiores de tecnologias e indica uma aproximação pela interdisciplinaridade com o Bacharelado em Administração, algo que pode ser construído mais fortemente a partir de agora”, diz Sérgio Lima. A vigência da resolução é retroativa, ou seja, qualquer formado em algum desses cursos pode se registrar, independente de quando tenha colado grau.

De acordo com o CFA, nos últimos anos cresceu significativamente a procura pelos cursos Graduação em Tecnologia. O perfil dos alunos teria mudado e, com isso, surgiram outros nichos e áreas onde estes profissionais podem atuar no mercado de trabalho. "O registro profissional dos cursos superiores de tecnologia na área de Gestão é o reconhecimento da sociedade e do mercado da importância desse profissional para o desenvolvimento da sociedade contemporânea", afirma o diretor geral de Ensino da ULBRA, Airton Pozo de Matos. O CFA tem a responsabilidade de regulamentar e fiscalizar a atuação profissional nos campos da Administração. Neste sentido, a regulamentação dos diplomados em cursos superiores de tecnologia faz parte da preocupação da autarquia, por se tratarem de profissionais atuantes na área. Da mesma forma, o registro profissional de tecnólogos demonstra o apoio do CFA a uma demanda do Ministério da Educação ao que se refere à implementação da política da educação profissional e tecnológica no país.



OPINIÕES:

“Acredito que com essa grande conquista possamos passar mais segurança e confiança aos nossos futuros clientes. Com certeza ficará ainda mais fácil uma colocação no mercado” (Andréia Kremer – egressa de Gestão em Marketing pela ULBRA - foto acima)

“Vai abrir mais mercado e dar mais credibilidade aos tecnólogos” (Paula Maines – coordenadora do curso de Gestão em Processos Gerenciais)

“Assim como um contador assina o balanço, um engenheiro a liberação da obra e um advogado o pedido de alvará, por exemplo, o gestor financeiro também deverá, a partir das definições do CFA, assinar um estudo de viabilidade econômica-financeira e atuar como consultor, entre outras atividades” (Igor Borges – coordenador do curso de Gestão Financeira)

“Creio que os pretendentes a cursos tecnológicos na área de gestão se sentirão mais seguros ao optar por essa modalidade de graduação. Com certeza, abrirá mercado de trabalho, pois as empresas contratantes sentirão a “mão” do Conselho Regional de Administração protegendo e fiscalizando” (Érico Michels – coordenador do curso de Gestão em Comércio Exterior)

“Os Tecnólogos adquirem na sua formação habilidades e conhecimentos específicos, os quais atendem a necessidades específicas das empresas. Visto as mudanças contínuas nas organizações, o gestor deve buscar atualizar-se constantemente. E os Tecnólogos preenchem perfeitamente esta demanda” (Janir Benin – coordenador do curso de Gestão Comercial)

“É uma garantia formal de reconhecimento. Acresce em legitimidade e credibilidade” (Leonel Carivali – coordenador dos cursos de Gestão em Segurança Privada e em Transporte Terrestre)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Alunos de Logística visitam Porto de Rio Grande



O Porto de Rio Grande abriu suas portas aos alunos do curso superior de tecnologia em Logística. A primeira escala da saída de campo foi no Estaleiro Rio Grande, obra que tem a gestão da empresa WTorre. Na sequência, o grupo conheceu o Porto Novo e o Terminal de Contêineres.

Quando chegou ao Estaleiro Rio Grande, a comitiva da ULBRA assistiu a uma palestra sobre o atual estágio da obra e o que ela representará para economia gaúcha. A conclusão de todas as instalações do dique seco está prevista para dezembro de 2009. De acordo com os gestores da WTorre, o Estaleiro Rio Grande (ERG1) será finalizado com aproximadamente R$ 840 milhões de investimento.

NOVAS PLATAFORMAS DE PETRÓLEO - O dique seco do Rio Grande é o primeiro no Brasil com capacidade simultânea para construção, conversão e reparo de emergência de plataformas oceânicas de exploração de petróleo. Instalado em uma infraestrutura de 500 mil metros quadrados, terá 350 metros de comprimento por 130 metros de largura e 14 metros de profundidade. A instalação dessa infraestrutura permite que a construção de novas plataformas de exploração de petróleo passe a ocorrer no Rio Grande do Sul, tais como a P-55 e P-56, da Petrobras, gerando maior desenvolvimento para todo o Estado e um sensível incremento de renda para toda a população gaúcha.

Na sequência o grupo da ULBRA visitou o cais, onde conheceu um Navio Roll-on Roll-off, que possui três conveses acima do principal e três abaixo. Essa característica lhe permite transportar automóveis, caminhões, contêineres sem as carretas, guindastes desmontáveis, entre outras cargas. À tarde, os alunos foram ao Terminal de Contêineres (TECON), onde puderam verificar os tipos de contêineres e maquinários utilizados em duas embarcações da Libéria e de Hong Kong. Ao todo, foram 33 alunos que participaram da saída de campo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Experiências de ensino na Paraíba e na Itália são exemplos



É possível estabelecer a base para uma mesma justiça em nível mundial, basta ter vontade política. Essa é a opinião do novo professor de Direito da ULBRA Canoas, Anderson Teixeira, que foi à Itália buscar junto aos principais conhecedores de Teoria de Direito, o conhecimento para o seu doutorado. De acordo com ele, o ensino jurídico no Brasil deve se espelhar em iniciativas exitosas que vem de universidades que não estão nos grandes centros, como no caso da federal da Paraíba.

Anderson queria buscar nos fundamentos do Direito, as bases para sua pesquisa de doutorado, mas não encontrava quem pudesse lhe orientar aqui no Brasil. Após uma análise aprofundada, não lhe restava dúvidas: deveria tentar uma vaga na Universidade de Florença (Itália) para ter o renomado jurista Danilo Zolo como orientador. Danilo é autor de vários ensaios relativos à filosofia política, epistemologia das ciências sociais, teoria geral dos sistemas, teorias da complexidade social, e filosofia do direito internacional e das relações internacionais. Publicou vários livros, artigos, capítulos de livros em italiano, inglês, português, espanhol, alemão. Ninguém melhor do que ele para orientar o professor da ULBRA.

Depois de uma rígida seleção, na qual foi submetido a provas e teve que sustentar a viabilidade do projeto, a Universidade de Florença, e por conseguinte, Danilo Zolo, abraçaram a pesquisa. Após um período três anos e meio e cinco viagens à Europa, Anderson chegou ao produto final de seu trabalho. O resultado mostra ser viável o estabelecimento de diretrizes mínimas para a criação de uma nova ordem política e jurídica mais democrática e efetiva em nível mundial. Do trabalho, sairá um livro em 2010, sob o nome de Teoria Pluriversalista do Direito Internacional. O lançamento de sua versão original está previsto para janeiro na cidade de Roma, pela Aracne Editrice.

QUALIDADE DO ENSINO JURÍDICO - A partir desse semestre, Anderson leciona no campus Canoas. Atualmente também é coordenador do curso de Direito na ULBRA Gravataí e se diz preocupado com a qualidade do ensino jurídico no Brasil. “Os estudantes não procuram conhecer a essência do Direito, através de pesquisa. É uma relação mecânica, ou seja, querem as fórmulas prontas para aplicar”, lamenta. Segundo o professor, esse quadro está em descompasso com o crescente mercado de trabalho, visto que o advogado pode atuar em mais de trinta especialidades diferentes (advocacia pública e privada, magistratura, Ministério Público, poderes legislativo e executivo, etc...).

Anderson cita o exemplo da Universidade Federal da Paraíba, que em um Estado com pouca tradição no ensino jurídico, obteve resultados significativos em pesquisas e no Exame da Ordem. “A universidade envolve o aluno com a comunidade, promove a consciência social, através de estágios. É um Estado pobre e com problemas de alfabetização, que consegue através da sua principal universidade federal índices melhores do que os das grandes universidades paulistas, por exemplo”, comenta o professor. Segundo ele, quanto mais estágios o aluno realizar ao longo de sua vida acadêmica, mais conhecimento vai adquirir.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Classe D, terceira idade, mulheres e crianças na mira



Dados e projeções para fazer o empreendedor refletir. Assim pode ser definida a palestra da consultora paulista Patrícia Santos, convidada para Ciclo de Debates em Administração (CIDEAD), evento organizado anualmente pelo Conselho Regional de Administração (CRA/RS). Em 2009, o CIDEAD integrou a programação da Semana Acadêmica da graduação na ULBRA Canoas. A maratona de debates, palestras, saídas de campo e atividades de integração termina amanhã, com um Outdoor Training em Canela.

Patrícia trouxe informações e tendências para quem deseja se tornar um profissional diferenciado no mercado corporativo. Segundo ela, o novo administrador otimiza o tempo, tira o máximo proveito de seus recursos, está pronto para responder a problemas críticos e investe na parceria com clientes, fornecedores ou, até mesmo, concorrentes. “Temos o exemplo da união entre a Sadia e a Perdigão, que originou uma das maiores empresas do ramo no mundo”, comenta. De acordo com a consultora, nem sempre o cliente tem noção de suas necessidades e é papel do empreendedor sair na frente em busca dessas respostas.



A classe “D” seria a nova “galinha dos ovos de ouro” para quem deseja implantar um negócio. De acordo com Patrícia, está errado quem pensa em investir em novos produtos e serviços voltados para a classe “B”. “O consumidor da classe B é complicado, pois quer produto de classe A com preço de classe D”, comenta. Segundo ela, a classe D é muito consumista e não hesita na hora de adquirir um produto mais caro, pois poderá parcelar em diversas vezes. Pesquisas apontam que são aproximadamente 60 milhões de pessoas no Brasil com salário mensal de até R$ 1,2 mil.

Além dessa camada na pirâmide social brasileira, o empreendedor deve se preocupar com a terceira idade, mulheres e crianças. Para Patrícia Santos esses três públicos vêm ganhando espaços cada vez maiores na sociedade e, por conseqüência, nos negócios. Segundo ela, a previsão é de que em 2050 o mundo terá, nada mais, nada menos, do que dois bilhões de idosos. A maioria estará perfeitamente ativa, seja como consumidor ou, inclusive, empreendedor. “Como as empresas e as universidades estão se preparando para atender esse público?”, questiona.



Quanto às mulheres, a palestrante ressalta que elas deixaram o papel de dependentes e hoje também são protagonistas no cenário econômico. As crianças, por sua vez, se adaptam cada vez mais precocemente a novas tecnologias e os seus interesses são diferentes, comparando com as gerações anteriores. “Jogo de cintura, planejamento e organização são requisitos fundamentais para o bom gestor nos dias de hoje”, resume Patrícia.

OUTDOOR TRAINING EM CANELA - Amanhã (sábado), a Semana Acadêmica de Administração da ULBRA Canoas chega ao seu final com uma atividade ao ar livre. Alunos e professores irão até a Fazenda Sonho Meu, em Canela, participar de um Outdoor Training. “A proposta desses treinamentos é provocar mudanças de comportamento e novas atitudes em cada pessoa ou equipe, promovendo integração, comprometimento e motivação. Também queremos que os alunos aprendam a administrar os recursos disponíveis, aceitar desafios e estabelecer metas em busca da excelência”, comenta a coordenadora do curso na ULBRA Canoas, Jeanete Pilger. Organizado por uma empresa de consultoria, o dia será repleto de situações que fomentam o debate, a liderança e o trabalho em grupo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Um livro em combate aos abusos contra a infância



O Serviço Social é um dos aliados contra as patologias sociais, principalmente aquelas que afetam a criança e o adolescente. Nesse sentido, o professor da graduação na ULBRA Canoas, Honor Neto, reuniu os artigos de seus alunos e os colocou em uma obra que tem lançamento marcado para esse sábado na Feira do Livro de Porto Alegre. Práticas de Pesquisa em Serviço Social terá a sua sessão de autógrafos às 15h 30 na Praça da Alfândega. Leia abaixo a entrevista com o professor Honor:

ACS/Imprensa - Qual e como foi produzido o seu conteúdo?
Honor Neto -
Trata-se de uma coletânea de artigos produzidos por alunos do curso de Serviço Social, fruto de trabalhos realizados para as disciplinas de Pesquisa em Serviço Social 1 e 2, ministradas por mim. A temática chave é a proteção da criança e do adolescente. São onze artigos no total, sendo que sete abordam as temáticas do trabalho infantil, abuso sexual, da formação para o mercado de trabalho, dos processos de disputa de guarda, das crianças abrigadas, da hospitalização de crianças, entre outros. Ainda publicamos mais quatro artigos com temas diversos (sepultamento gratuito, idosos institucionalizados, o RAP como agente no processo de formação e o papel do assistente social em pesquisas de satisfação no âmbito hospitalar)

ACS/Imprensa - Quais são as causas desses abusos?
Honor -
Trata-se de uma patologia grave, penso que de difícil solução. A crescente erotização e, portanto, a adultização de crianças, parece incidir sobre essa realidade. Reporto-me aqui ao autor americano Neil Postman, que defende a tese de que a infância, como um período a ser protegido, encontra inúmeras barreiras na sociedade pós-moderna e está desaparecendo. Ou seja, o adulto de uma maneira geral não identifica mais a infância como um período especial, fato que nos reporta à Idade Média. Há outros inúmeros fatores, mas a cultura familiar e a impunidade incidem sobre essa realidade.


ACS/Imprensa - Os abusos contra a criança (trabalho infantil, pedofilia, etc) vem ganhando espaços cada vez maiores na mídia. Aumentaram os casos ou a sociedade está recém dando conta dessas patologias sociais?
Honor Neto -
Sem dúvida, o advento das novas tecnologias de informação e comunicação (NTIC) traz maior visibilidade ao tema e a mídia tem um papel importante na formação das pessoas e da opinião pública de uma maneira geral. Isso traz maior e melhor esclarecimento sobre esse tema historicamente velado. As mídias criam fatos sociais, o que tende a aumentar o número de denúncias, tornando as pessoas mais atentas e vigilantes. Também porque abre novas formas de manifestação, como o próprio disque-denúncia. No entanto, as mídias também tornam as ações de um pedófilo mais extensivas, pois eles passam a ter um universo de vítimas em potencial muito maior, além de novas estratégias de assédio e de anonimato. A internet é um exemplo disso. Além do que as mídias e a lógica da sociedade do consumo incentivam cada vez mais a erotização precoce de crianças. Não saberia lhe dizer se os casos de abuso estão aumentando, até porque grande parte deles ocorre no âmbito familiar e as estatísticas devem ser imprecisas. Porém, esses aspectos que apontei anteriormente podem ser considerados...

ACS/Imprensa - Como o curso de Serviço Social pode contribuir para dirimir essas patologias?
Honor -
Há inúmeros programas de atendimento e intervenção por parte dos cursos de Serviço Social da ULBRA, cujo trabalho desenvolve-se necessariamente de forma interdisciplinar. Posso citar o Programa Sentinela, em especial o do campus Gravataí, que conheço bem por ser objeto de pesquisa de um dos artigos, e o trabalho desenvolvido junto ao CRAI (Centro de Referência no Atendimento Infanto Juvenil) que atende crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Há também o Serviço de Proteção Criança (SPC ULBRA) na Vila do IAPI, onde os abusadores também são atendidos e encaminhados para tratamento. Ambas as temáticas são pesquisadas e analisadas na coletânea que estamos lançando e algumas alunas e ex-alunas trabalham hoje diretamente com esse tema. A negligência e a omissão da família incidem sobre essa realidade, cujo conceito de Silent Partner (parceiro silencioso) contribui para entendermos, sobretudo, o papel da mãe nesse contexto. Trabalhar na prevenção e no fortalecimento familiar são estratégias eficazes, rompendo com a cultura familiar do abuso.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sete milhões de empresas sem administrador



Eles são de maioria masculina, na faixa etária dos trintas anos e possuem especialização. São cerca de um milhão e quinhentos mil em todo o país. Mas é pouco. Para o presidente do Conselho Regional de Administração do RS, os números da mais recente pesquisa mostram que o mercado para os administradores é amplo, pois são quase nove milhões de empresas no Brasil. A palestra de Ruy Baratz abriu a Semana Acadêmica de Administração da ULBRA, em Canoas, que teve ainda em seu primeiro dia o painel sobre mercado financeiro, com o operador de bolsa de valores, Vinicius Cassol da Silveira. Nessa quarta-feira é a vez do SEBRAE organizar um painel no campus para discutir o empreendedorismo.

A criação de novos paradigmas na gestão das empresas é crescente e avança na medida em que o mercado pede profissionais mais qualificados. De acordo com Baratz, a competição global, menor previsibilidade na economia, e as mutações demográficas e tecnológicas exigem o “profissional certo no lugar e momento certo”. “A gente vive em um mundo de conflito e o conflito é importante para crescimento”, comenta o presidente do CRA/RS. Para o dirigente, não faltam oportunidades, mas sim pessoas qualificadas que, além da formação e competência, tenham mais a oferecer à empresa. “O mercado quer pessoas com valor agregado”, resume.



Segundo Baratz, o desenvolvimento das corporações surge, em boa parte, por meio de parcerias com a concorrência. “Às vezes dois negócios juntos podem dar mais resultado, do que separados. Para que eu ganhe, não é necessário que o outro perca”, afirma. O bom gestor, segundo ele, é aquele que está atento às transformações da sociedade, sabe identificar problemas e implementar soluções, tem bom relacionamento interpessoal e sabe gerenciar pessoas e equipes.

Quanto à ética e honestidade, o presidente do CRA/RS, diz que a credibilidade é fundamental para o sucesso no meio corporativo. Baratz exemplifica, mencionando práticas desonestas facilmente observadas no dia-a-dia. Entre elas, os saques à cargas de veículos acidentados, o estacionamento de automóveis em calçadas e demais locais proibidos, subornos ou tentativas de suborno, o uso do celular ao volante ou, até mesmo, a entrega de atestados médicos falsos a fim de abonar uma falta ao trabalho. “O profissional diferenciado é aquele que alia competência e integridade”, ressalta. Por fim, o palestrante resume a fórmula para o êxito na carreira com a palavra “sorte”: solução, organização, regularidade, tolerância e esforço extra.


MAIS DE CINCO MILHÕES DENTRO DA BOLSA - Até 2012, o número de investidores na Bolsa de Valores deverá ser dez vezes maior do que hoje. Atualmente, são pouco mais de 560 mil acionistas no Brasil (cerca de 0,3% da população), proporção muito inferior aos países desenvolvidos. Para chegar aos cinco milhões e meio de investidores projetados, a economia brasileira deve continuar com sua política de redução de juros, expandir os créditos e manter o câmbio flutuante. A aposta em um Brasil protagonista no cenário mundial é de Vinicius Cassol da Silveira, operador da bolsa de valores, que explicou didaticamente as características do mercado acionário nacional. “Hoje, quem move a economia mundial são os países emergentes e o Brasil, com 200 bilhões de dólares de reserva, tem atraído investimentos externos”, comenta.

SEMANA CHEIA - A Semana Acadêmica da Administração da ULBRA segue nessa quarta-feira à noite com um painel sobre empreendedorismo, organizado pelo SEBRAE. Na quinta-feira, também à noite, ocorre o Ciclo de Debates em Administração (CIDEAD), evento promovido anualmente pelo CRA/RS. Em 2009, a convidada é a consultora de empresas e doutoranda em Engenharia de Produção e Qualidade, Patrícia Santos, que vem falar sobre Inovação e Sustentabilidade na Gestão de Negócios. No sábado, a Semana Acadêmica chega ao seu final com uma atividade ao ar livre. Alunos e professores irão até a Fazenda Sonho Meu, em Canela, participar de um Outdoor Training. A convite da União Européia, alunos e professores também vão acompanhar o Congresso Internacional de Cooperação, realizado na FIERGS amanhã e quinta-feira nos turnos da manhã e tarde. Mais informações sobre Semana Acadêmica pelo (51) 3477-9126 ou pelo mail secadministracao@ulbra.br.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Uma gestão para além dos muros da Universidade



A Semana Acadêmica de Administração da ULBRA vai ultrapassar os limites físicos do campus Canoas a partir dessa terça-feira (10/11). Além das já tradicionais palestras sobre assuntos da atualidade, alunos e professores vão participar do Congresso Internacional de Cooperação, promovido pela União Européia em Porto Alegre, e realizar um Outdoor Training em Canela. Entre os painelistas e orientadores convidados estão representantes do Conselho Regional de Administração, SEBRAE e consultores em geral. As atividades ocorrem nos três turnos e se encerram no sábado (14/11).

A programação inicia amanhã (10/11) pela manhã com a palestra do Presidente do Conselho Regional de Administração (CRA/RS), Ruy Baratz, sobre os novos desafios para o gestor. Na sequência, o operador da bolsa de valores, Vinicius Cassol da Silveira explica como administrar em época de juros baixos. À noite, o palestrante retorna à Universidade para dar dicas de finanças pessoais. Na quarta-feira, à noite, é a vez dos gestores do SEBRAE organizarem um painel sobre empreendedorismo.

Na quinta-feira, à noite, ocorre o Ciclo de Debates em Administração (CIDEAD), evento organizado anualmente pelo CRA/RS e que traz à luz das discussões, assuntos pertinentes ao universo dos gestores. Em 2009, a conferência será ministrada pela consultora de empresas e doutoranda em Engenharia de Produção e Qualidade, Patrícia Santos, que vem à ULBRA falar sobre Inovação e Sustentabilidade na Gestão de Negócios.


Sábado, a Semana Acadêmica chega ao seu final com uma atividade ao ar livre. Alunos e professores irão até a Fazenda Sonho Meu, em Canela, participar de um Outdoor Training. “A proposta desses treinamentos é provocar mudanças de comportamento e novas atitudes em cada pessoa ou equipe, promovendo integração, comprometimento e motivação. Também queremos que os alunos aprendam a administrar os recursos disponíveis, aceitar desafios e estabelecer metas em busca da excelência”, comenta a coordenadora do curso de Adminsitração da ULBRA Canoas, Jeanete Pilger (foto).

O Congresso Internacional de Cooperação, promovido pelos países europeus, desembarca no Rio Grande do Sul para dois dias de imersão nas políticas de gestão e a troca de conhecimentos com a América Latina. Serão palestras, workshops, grupos de estudos e uma exposição que ocorre na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). À convite da organização, a ULBRA estará presente com alunos e professores interessados em saber como os projetos entre a União Européia e a América Latina podem beneficiar o empreendedorismo em pequenas e médias empresas gaúchas.

A Semana Acadêmica de Administração da ULBRA é aberta ao público em geral. O ingresso para as palestras do dia 10 e 11/11 é um quilo de alimento não-perecível. Para o CIDEAD, a entrada custa R$ 10,00 para estudantes e R$ 30,00 para o público em geral. Mais informações pelo (51) 3477-9126 ou pelo mail secadministracao@ulbra.br.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alunos de Logística conhecem AGCO



Os alunos da Disciplina de Logística de Produção visitaram a empresa AGCO, para conhecer a estrutura e os sistemas de produção da empresa, em Canoas. Acompanhado pela professora Dalva Santana, o grupo teve acesso à linha, projetos e intermitentes e ainda viu in loco os conceitos de Just in time e Kanban em cada célula de trabalho. Os alunos também puderam conhecer os projetos sociais e ambientais da empresa.

Além disso, o grupo da ULBRA passou da usinagem de peças ao estoque em pontos estratégicos, acompanhou os controles de qualidade, metrologia, importação e exportação nos modelos de PKD e CKD. “É a exportação de tratores em containeres parcialmente ou totalmente desmontados para redução de custos e aproveitamento de espaço”, explica a professora.

SOBRE A AGCO - É um fabricante e distribuidor global de equipamentos agrícolas. Suas marcas incluem alguns dos mais respeitados nomes do setor (Massey Ferguson, Fendt, Challenger e Valtra). Conta com mais de 2.800 concessionárias independentes e distribuidores em mais de 140 países. A AGCO possui quatro unidades fabris no Brasil. As fábricas de Canoas, Santa Rosa e Ibirubá, no Rio Grande do Sul produzem, respectivamente, tratores, colheitadeiras e implementos das marcas Massey Ferguson, Valtra e AGCO Allis. Em Mogi das Cruzes, São Paulo, está localizada a fábrica de tratores da marca Valtra e a produção de motores da AGCO Sisu Power.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Redação, Inglês e Psicologia Empresarial em debate



Até amanhã (quinta-feira), o curso de Secretariado Executivo Trilíngue organiza o Ciclo de Palestras voltado ao mercado de trabalho. Ontem, o tema abordado foi “Carreira e Empregabilidade”, com a psicóloga Nereida Vianna. Hoje, os assuntos são Estratégias de Leitura e Redação em Língua Inglesa, com Antonio Costa, e Redação Oficial, com Mozara Rosseto da Silva. Amanhã, o evento se encerra destacando a Psicologia Empresarial, com Adriano Teiga. Os encontros são aberto ao público em geral e ocorrem às 19h30 no auditório do prédio 14, na ULBRA Canoas. O ingresso é um brinquedo ou um livro, que serão doados para instituições assistenciais. Mais informações pelo fone (51) 3477-9101 (tarde e noite).

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Uma tradição que vem da Idade Média




Pelo menos em um dia do ano, a maioria das pessoas deixa de lado as preocupações do dia-a-dia para lembrar de pessoas queridas que já se foram. É o Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, que normalmente remete o ser humano a um momento de reflexão. Mas quando surgiu o Dia de Finados? Como as pessoas trabalham a realidade da morte? Essas e outras perguntas são respondidas pelo psicólogo e professor de Teologia da ULBRA, Thomas Heimann. Leia a entrevista dele abaixo:

ACS/Imprensa - Porque e como surgiu o dia 2 de novembro como data de homenagem aos que já faleceram?

Thomas Heimann -
A Igreja Cristã, desde seu princípio, passou a elaborar um calendário litúrgico, no qual estabelecia datas para lembrar acontecimentos, festas e marcar personagens bíblicos importantes. Na Idade Média, por volta do séc XII, mártires e outras pessoas de vida exemplar também começaram a ser lembrados pela Igreja Católica. Esta recordação geralmente se ligava ao dia da sua morte. Como o número de santos aumentava significativamente, foi instituído, na Idade Média, o Dia de Todos os Santos (1º de novembro). Pouco tempo depois, foi também fixado o Dia de Finados (“Dia de todos os mortos”), celebrado no dia 2 de novembro. Finados, portanto, foi criado para lembrar todos os cristãos comuns falecidos, sendo um momento de reverenciar os entes queridos que já morreram.

ACS/Imprensa - Como foi tratado esse dia ao longo dos tempos?

Thomas - Posteriormente, após a Reforma Protestante, em todas as Igrejas Reformadas, foi extinto o culto aos santos, porém o costume de homenagear e visitar o túmulo dos falecidos já fazia parte da tradição cristã. Há, porém, algumas diferenças importantes nos ritos realizados em Finados. Católicos continuam a rezar pelos mortos e acender velas em favor das almas dos mesmos. Já para os protestantes a data serve apenas para lembrar com gratidão e carinho dos que partiram, bem como para proclamar a confiança no Deus da vida.



ACS/Imprensa - O dia de finados é exclusividade das religiões cristãs?

Thomas - A reverência aos mortos é prática comum em diversas culturas, desde os tempos mais remotos da humanidade. O que muda, nas diferentes religiões e culturas, é o simbolismo e o significado de cada rito e cerimônia. Em algumas regiões da África e especialmente na cultura oriental, a veneração aos mortos tem grande importância. Em algumas correntes budistas, o dia dos mortos é chamado de Bon Odori, dia no qual há procissões, músicas e desfiles de máscaras. No Xintoísmo japonês o culto aos kamis, espírito dos mortos, é realizado com oferendas de alimentos e objetos de agrado dos falecidos. De modo geral, os ritos, festas e cerimônias que lembram os mortos têm uma múltipla função terapêutica: podem servir como um resgate simbólico dos falecidos, têm uma dimensão comunial (mobiliza a comunidade) e também inscrevem a dimensão da esperança na sobrevivência da vida.

ACS/Imprensa - Antigamente, as pessoas ficavam dias ou meses de luto em homenagem à memória de um familiar. Hoje, essa reverência ocorre, na maioria dos casos, apenas no sepultamento e no Dia de Finados. Porque?

Thomas -
Pode haver várias razões. Vou me centrar apenas numa. A morte parece ter se tornado um tabu em nosso neurótico mundo moderno. Falar de morte é visto como uma atitude mórbida, incômoda, portanto tudo que a lembre precisa ser escondido ou reprimido. Phillippe Ariès, um dos mais eminentes estudiosos do tema morte, define isto como a morte invertida, isto é, a morte que se torna algo vergonhoso, um interdito social, tal como o sexo foi na era Vitoriana. Ou seja, se antigamente falar de sexo era obsceno e constrangedor, hoje tornou-se obsceno falar de morte.

ACS/Imprensa – Mas porquê?

Thomas –
Porque, para muitos a morte é, na realidade, a grande fonte da angústia humana, o medo mais primitivo da humanidade. De forma equivocada, o ser humano prefere não dar vez e voz a esta angústia, tornando-se, paradoxalmente, cada vez mais refém da mesma. Estudos apontam que, quanto mais as pessoas tentam afastar a realidade da morte de si, negando-se a falar dela, mais a morte acaba tendo poder sobre elas. É curioso, mas falar da morte com maior naturalidade, olhando de frente para ela, talvez seja o meio mais eficaz para superar a nossa angústia. Finados tem seu meu mérito por isso. Nos lembra de nossa finitude e de como devemos viver melhor a nossa vida.



ACS/Imprensa - Na maioria das vezes, vemos as pessoas lembrando da memória de seus entes com saudade e tristeza. Não deveria ser o contrário? Lembrar que o familiar ou amigo aproveitou sua existência terrena?

Thomas -
A experiência da morte e luto sempre será única e singular para cada indivíduo. Como cada um vai lidar com a perda de um ente querido dependerá de inúmeros fatores: forma da morte (trágica, súbita, após longa doença...) tipo de relação que havia entre o falecido e o enlutado (dependência, conflito, culpa,...), idade do falecido (criança, jovem ou idoso), entre outras variáveis. Por tudo isso a morte pode despertar um turbilhão de sentimentos, por vezes contraditórios: de um lado, podem brotar sentimentos como tristeza, angústia, aflição, saudade, culpa, ira, entre outros. De outro lado, podem brotar sentimentos de alívio, serenidade, confiança e esperança. É preciso que não nos coloquemos numa posição de julgamento, mas aprendamos a compreender a diversidade de sentimentos que a perda e morte evocam nas pessoas.

ACS/Imprensa - Qual a grande mensagem de Finados?

Thomas -
Além de enfatizar que a morte não é o fim para aquele que tem fé em Deus, gosto de uma frase de Rubem Alves que diz: “Que sabedoria nos ensina a morte? É simples. Ela só diz duas coisas. O Tempus fugit, o tempo que passa e não há forma de segurá-lo. E logo a seguir, conclui: Carpe diem, colhe o dia como quem colhe um fruto delicioso, pois esse fruto é dádiva de Deus”.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Comunicação Social na Feira do Livro de POA



O lançamento do livro Revista Bravo! – desenho, design e desígnios na perspectiva dos estudos da Cultura Visual, do professor de Comunicação Social da ULBRA, Bento de Abreu, ocorre nesse domingo (1º/11) na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. A sessão de autógrafos está marcada para às 14h15 na Praça da Alfândega.

Bento afirma que o seu interesse pelo conteúdo das revistas despertou bem cedo. Segundo ele, as capas influenciam os processos de aprendizagem, na medida em que veiculam valores estéticos em culturais e, por isso, constroem modos de ver. Sua análise a respeito das capas da Bravo! serviram de tese para a sua dissertação de mestrado.

“Escolho a revista por sua importância nos meios de comunicação de massa, porque são fruto das técnicas de comunicação e porque narram os diversos aspectos da vida em sociedade”, comenta. Em relação a Bravo!, importante publicação sobre o segmento artístico, Abreu trabalhou os conceitos de cultura apresentados na publicação.

Bento é natural de Uruguaiana, Mestre em Educação, Especialista em Expressão Gráfica, ambos pela Ufrgs, e graduado em Artes Visuais pelo Instituto Metodista Bennet-RJ. Atua como docente no ensino superior desde 1996 em cursos de Design e Comunicação Social nas disciplinas relativas à cultura visual e ao design gráfico. Também exerce a docência em oficinas de criatividade visual gráfica em outras instituições de ensino.

(texto em parceria com a AGEX/ULBRA)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Caravana do Enade desembarca em Gravataí



A Caravana do ENADE desembarcou em mais um campus da ULBRA para orientar os alunos sobre o exame. Composto pelo diretor da Área de Ciências Sociais Aplicadas, Sérgio Lima (foto), diretor da Área da Saúde, Daniel de Brum, e os assessores pedagógicos da PROGRAD, Marjie Bopp e Rossano dal Farra, o grupo esteve na ULBRA Gravataí conversando com os estudantes. A prova ocorre no dia 8 de novembro e convoca, principalmente, alunos da área de Ciências Sociais Aplicadas.

Sérgio Lima apresentou uma visão geral do processo de avaliação e da importância do ENADE para o curso e para o aluno, já que este leva a nota em seu diploma de graduação. Neste sentido, o desempenho na prova torna-se fundamental. Comentou que algumas empresas já valorizam a avaliação do ENADE na contratação de seus estagiários e profissionais.



Marjie abordou o formato da prova, o peso das questões, como ela é composta, o provável conteúdo do exame (temas atuais, contemporâneos) e a importância do preenchimento do questionário socioeconômico. Rossano, por sua vez, deu ênfase ao raciocínio na resolução da prova, exemplificou sua fala resolvendo algumas questões de provas anteriores em conjuntos com a platéia. Daniel reforçou os detalhes, o dia da prova, a importância da pontualidade para evitar transtornos e a documentação.

Todos foram muito enfáticos em afirmar que este é um momento muito importante para o aluno e para o curso. É um trabalho conjunto, pois a avaliação é do todo. Lembraram também que a prova tem quatro horas de duração e que esse período deve ser muito bem aproveitado.

CURSOS DA ÁREA COM PROVA NESSE ANO

Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social, Design, Direito, Psicologia, Secretariado Executivo e Turismo

Cursos Superiores de Tecnologia em: Design de Moda, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira, Gestão de Turismo, Marketing, Processos Gerenciais
(texto em parceria com a Cristiane Testa - ACS/Gravataí)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sociais Aplicadas ministra curso a funcionários da ULBRA



Professores e alunos da área de Ciências Sociais Aplicadas organizaram um curso de atendimento ao público que está em aplicação nos funcionários da ULBRA. A primeira turma finaliza o treinamento nessa sexta-feira. Durante toda a semana, funcionários de diferentes setores da Universidade dedicaram um turno de trabalho diário para as atividades, que visam o aperfeiçoamento na prestação de serviços. Ao todo foram 23 colaboradores participantes. Já está programado um novo grupo para a próxima semana.

O convite para que as graduações de gestão participassem do projeto partiu do departamento de Recursos Humanos da ULBRA. O conteúdo dos cinco encontros foi elaborado por professores e alunos das graduações de gestão e contém material teórico, lúdico e audiovisual. “As empresas comumente nos procuram para treinamentos como esse, no entanto estamos mais felizes agora por poder executar esses conhecimentos na nossa própria instituição”, comenta a coordenadora do curso superior em Recursos Humanos, Nadir Becker. Entre as atividades, ocorreram palestras, vídeos educativos elaborados por alunos e professores, e dinâmicas de grupo.



A meta é aperfeiçoar todo e qualquer funcionário que tenha contato com o público, seja externo (alunos, professores, pais, etc) ou interno (demais colegas). Cada gestor deve encaminhar ao departamento de RH, uma ficha com a relação dos funcionários que vão participar. O setor de Recursos Humanos organiza as turmas e convoca os colaboradores. A primeira contou com colegas do EAD, Financeiro, Biblioteca e Telefonia, entre outros departamentos.

Em algumas semanas, o projeto deve ser ampliado para um curso avançado de gestão de líderes. Nele, cada coordenador de setor ou funcionário com atividade gerencial será convidado a participar de encontros que visam aprimorar os conhecimentos gerenciais, tais como estratégia, relacionamento e psicologia com a equipe de trabalho. “O líder tem que ter qualificação para tal, conhecer a gestão de pessoas e do próprio setor que coordena”, afirma Luiz Anselmo Colling, diretor de RH da ULBRA.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O que importa é a reputação



Contrariando aquela propaganda de refrigerante, “imagem é tudo”. É mais ou menos assim que as corporações pensam ao contratar profissionais de comunicação. Essa é a opinião de Maria Aparecida Ferrari, que esteve no RS a convite do curso de Relações Públicas da ULBRA para a nona edição do Entre Linhas. A professora veio a Porto Alegre para lançar Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos na qual é autora, ao lado de Fábio França e James Grunig, americano que é considerado o principal teórico de RP na atualidade. O encontro ocorreu na Livraria Cultura, no shopping Bourbon Country.

Maria Ferrari relatou que cada autor ficou responsável por uma seção do livro e isso deu a obra uma “sinergia dos assuntos”. Para a professora da Universidade Metodista de São Paulo há um novo ambiente empresarial com foco na excelência e na reputação das grandes empresas. São preocupações que há tempos não existiam e que reforçam a necessidade de profissionais da comunicação nas corporações.



De acordo com ela, o modelo latino americano baseado na gestão autoritária é menos vulnerável à influência dos RP e cita as empresas familiares como exemplo. Isso dificulta o seu processo de comunicação com sociedade. Por outro lado, companhias que podem causar danos ao meio ambiente, como químicas e metalúrgicas, por exemplo, tendem a melhor utilizar os recursos da comunicação para desfazer a sua imagem negativa.

Para o debate foram convidadas as professoras Suzana Englert e Tânia Almeida. Suzana entende que a palavra chave para os profissionais de comunicação é co-criação. Para ela, a tarefa do RP é de gerir os relacionamentos e, principalmente, “respeitar e reconsiderar”. Já a professora Tânia Almeida usou o livro para refletir sobre a participação feminina na profissão. Ainda destacou que é importante aprofundar as pesquisas na área para que haja um avanço no mercado. Salientou também que é dever dos professores promover uma maior exposição dos projetos acadêmicos. (texto em parceria com o acadêmico de jornalismo Iuri Ramos e fotos de Arthur Tietze).