sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Guerra contra o besouro chinês e germes em geral




A empresa Fitolog visitou o campus Canoas e apresentou seu case a alunos e professores do curso superior de Logística da ULBRA. O gestor da empresa, Thiago Eichenberg, demonstrou a importância do tratamento de embalagens para exportação, o que dificulta a propagação de epidemias e germes.

Para a professora Dalva Santana a presença da Fitolog permitiu aos alunos observar questões relativas à exportação de materiais que utilizam pallets de madeira. Esses estrados possibilitam a movimentação de mercadorias por meio de empilhadeiras ou outro mecanismo de transporte com garfos.

Thiago Eichenberg mostrou a importância da imunização sanitária nesses artefatos. A Fitolog desenvolve um novo sistema de tratamento térmico de ar quente forçado denominado PCP, que é único no mundo. “A principal vantagem é que ele oferece qualidade, segurança ambiental e tempo reduzido dos tratamentos convencionais”, esclarece.

GÁS TÓXICO - De acordo com ele, a mobilidade do PCP é um dos diferenciais, visto que muitas vezes o custo de levar as embalagens até uma estufa fixa representa mais de 50% do valor total do tratamento. O fator ecológico também deve ser levado em consideração, visto que o PCP possibilita às empresas que utilizam o gás tóxico Brometo de Metila a migrar para o tratamento térmico, ambientalmente correto. O Brometo de Metila é 60 vezes mais nocivo à Camada de Ozônio do que os CFCs.

O encontro agregou conhecimento a quem participou. Essa é a opinião do gerente operacional da empresa Gajacom, Marcelo Silveira. “Descobri algumas curiosidades sobre o tratamento de pallets, como o besouro chinês, um inseto exótico que ataca a madeira. O tratamento é importante e evita esses problemas na exportação, além de conter a disseminação de doenças”, destaca. Além de Marcelo e alunos de Logística da ULBRA, participaram egressos do curso, que aproveitaram a ocasião para visitar a Universidade onde se graduaram.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A mídia e Jesus Cristo



A superexposição de Cristo na mídia e a necessidade de diálogo interreligioso estiveram em pauta no primeiro dia do 8º Fórum ULBRA de Teologia. Na manhã de quarta-feira, o olhar da Igreja Luterana foi o destaque, enquanto no turno da tarde as igrejas Assembléia de Deus, Encontros da Fé e Batista da Braza, além da religião Judaica deram seus testemunhos. Nessa quinta-feira (08/10), é a vez de descobrir o que o Espiritismo, o Budismo, as Testemunhas de Jeová e os Mórmons pensam a respeito de Cristo. O encontro ocorre no auditório do Prédio da Odontologia, em Canoas.

O coordenador do curso de Teologia da ULBRA, Leopoldo Heimann, abriu o evento destacando que a reflexão, ao invés do culto, é a grande característica do Fórum. Na seqüência passou a palavra ao professor Vilson Scholz, que usou de uma expressão bem atual para definir Jesus. “Quando Pedro respondeu quem para ele era Cristo, disse algo como: tu és o cara”, comentou.


A temática a seguir foi a visão da Igreja Luterana sobre Jesus. O reverendo Rubens Ogg afirma que atualmente a palavra Cristo é frequentadora assídua da mídia, no entanto em grande parte de forma pejorativa e distorcida. “Vemos historiadores e jornalistas falando sobre Jesus, quando na realidade só quem estudou teologia pode falar com propriedade sobre o assunto”, diz. Segundo ele, para Lutero, Cristo tinha bondade, ao contrário da imagem punidora que a igreja da época passava.

Para o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, Ricardo Rieth, que palestrou na sequência, a imagem de Jesus não deve ser definida de maneira radical. “Não podemos desprezar as opiniões contrárias apenas por não concordarem com as nossas ideologias. Antes de mais nada, isso é antievangélico”, afirma.


O reitor, Marcos Ziemer, ao lado do vice-reitor Valter Kuchenbecker, prestigiou o encontro e em sua manifestação também ressaltou o papel da mídia na religiosidade. “Atualmente ligamos a TV à noite e nos apresentam um menu de canais de pregação, um menu de religiões e ofertas de Jesus, que representa bem o que são os novos tempos”, comenta. Para o reitor, iniciativas com o Fórum de Teologia da ULBRA servem para reforçar o alicerce da instituição, que é a sua confessionalidade. Aproveitou a ocasião para destacar a criação do curso de Teologia a Distância, que levará o ensino da religiosidade a todo o Brasil.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Educação financeira começa dentro de casa



A crise econômica mundial teve seu estopim nos EUA, a partir da inadimplência dos que compraram imóveis e não conseguiram pagar as mensalidades. Se eles entendessem um pouco de educação financeira, o colapso teria sido evitado? Essas e outras perguntas poderão ser realizadas durante o Circuito Universitário Money Sul, que acontece na ULBRA Canoas. O encontro ocorre HOJE (06/10), à noite, é aberto a todos os interessados.

A Educação Financeira trata especificamente de questões relativas ao dia-a-dia das pessoas e como gerenciar seus recursos para uma melhor qualidade de vida. “A educação financeira nos ensina principios básicos do setor financeiro como, por exemplo, o que são juros, investimentos, diferenças entre pagamentos à vista e à prazo”, comenta a professora da ULBRA, Jacqueline Haffner (foto). Segundo ela, o Circuito Universitário será uma grande oportunidade para entender a importância da educação financeira.

IMPORTÂNCIA DO ECONOMISTA - Jacqueline ressalta que a crise mundial deixou clara a importância do economista para o desenvolvimento dos mercados e das nações. De acordo com a professora, as universidades são agentes nesse processo, visto que respondem pela formação desses profissionais. “Neste momento de reestruturação mundial, os economistas estão cumprindo um papel fundamental no planejamento e na formulação das novas diretrizes da economia internacional”, comenta.

Circuito Universitário Money Sul, começa às 19h, no auditório 130 do prédio Seis. A iniciativa conta com o apoio do Conselho Regional de Economia (CORECON), da Fundação dos Administradores do RS (FA/RS), Academia de Empreendedores e Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC). O patrocínio é da Luterprev. Mais informações pelo fone (51) 3477-9229 ou pelo mail dircieeconomicas@ulbra.br

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ULBRA investe no ensino de webjornalismo




O webjornalismo cresceu de maneira exponencial nos últimos anos. Tanto que as universidades tiveram que adaptar seus cursos para essa realidade, promovendo disciplinas e cursos de extensão sobre o assunto. A ULBRA investe nesse novo paradigma e contrata a doutoranda em Comunicação e Informação pela UFRGS, Maria Clara Aquino. A professora chega com a missão de explorar todo o potencial da web junto aos alunos de Comunicação Social.

Maria Clara destaca que sempre gostou de computação e das facilidades de comunicação que a internet proporciona. Formada em jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas, ela concluiu seu mestrado pela UFRGS, onde termina o doutorado com pesquisas em informação, tecnologias e práticas sociais. Na ULBRA, ela pretende despertar no aluno o interesse por esse universo, o qual requer conhecimento para que os processos de comunicação se tornem efetivos.

INTERATIVIDADE MOLDA COMUNICADOR - Segundo a professora, a possibilidade de publicação quase que instantânea e a interatividade com quem está do outro lado da tela, exige do jornalista o desenvolvimento de novas maneiras de comunicar. “O papel do jornalista é conhecer o meio, saber um pouco da técnica e das potencialidades da internet”, comenta. De acordo com Maria Clara, a nova leva de estudantes de comunicação ainda é heterogênea. “Alguns já vem conectados com a rede, enquanto outros não”, comenta. A saída é buscar um meio termo para dar a formação adequada sem prejudicar quem ainda não atingiu um nível elevado de conhecimento.

A interatividade é uma das características da web que faz o jornalista ter mais cuidado na hora de publicar algo. Para a professora, os leitores da web costumam ser atentos e por terem essa possibilidade de comunicação direta com os interlocutores, usam e abusam do senso crítico. “O jornalista tem que segurar um pouco aquela fome de ser o primeiro a dar a notícia. Ter noção de tempo e espaço é fundamental para quem deseja se tornar um bom webjornalista”, ressalta Maria Clara.